Atleta do taekwondo critica longevidade de dirigentes e nutre veia política com rap e Mandela.

A história do esporte brasileiro nos conta que são raros os casos de atletas em atividade que levantam a voz contra a política de gestão vigente, que lhe afeta diretamente na direção de confederações e demais entidades do segmento. E neste pequeno universo, os nomes que se fazem ouvir geralmente sabem que precisarão lidar com algum tipo de consequência nascida da ousadia de sua opinião. Em um ano olímpico, Diogo Silva engrossa essa lista ao colocar para fora toda sua bagagem politizada para contestar a validade do continuísmo de dirigentes esportivos.

FACETAS DO ATLETA

  • DIOGO ATLETA: atual medalha de bronze no pré-Olímpico mundial, disputado no Azerbaijão

     atual medalha de bronze no pré-Olímpico mundial, disputado no Azerbaijão-Luiz Pires/VIPCOMM

    atual medalha de bronze no pré-Olímpico mundial, disputado no Azerbaijão-Luiz Pires/VIPCOMM

  • DIOGO ENGAJADO: atleta do taekwondo faz gesto dos “panteras negras” após ouro no Pan do Rio

     atleta do taekwondo faz gesto dos "panteras negras" após ouro no Pan do Rio

    atleta do taekwondo faz gesto dos "panteras negras" após ouro no Pan do Rio

  • DIOGO RAPPER: atleta do taekwondo participa de evento de rap e externa suas reflexões raciais

    Diogo Rapper

    Diogo Rapper

Classificado para a disputa do taekwondo nos Jogos de Londres deste ano, Diogo Silva ficou marcado na carreira pelo gesto de “pantera negra”, com o punho direito cerrado e erguido, no pódio do Pan-Americano do Rio de Janeiro. Vencedor daquela disputa de 2007, o atleta da categoria até 68kg na oportunidade dizia chamar atenção para a causa dos negros, em engajamento desenvolvido com a admiração pelo líder sul-africano Nelson Mandela e pela sintonia com as letras de contestação do rap. Hoje, em entrevista aoUOL Esporte, o personagem que se descreve como uma “mente pensante no esporte” relata ter enfrentado repreensões extraoficiais por causa da atitude política executada dentro de um ambiente competitivo.

Sobre a gestão de Carlos Arthur Nuzman no comando do COB, que hoje cumpre seu quinto mandato e está no topo da entidade desde 1995, Diogo Silva diz entender que em tempos atuais não é possível aceitar uma administração que se prolongue por quase duas décadas: “Não podemos ter 20 anos com o Nuzman, precisamos de uma reformulação sobre isso”. O destaque do taekwondo relata que este tema vem sendo discutido ultimamente no âmbito de atletas olímpicos e faz analogia da situação do dirigente com o continuísmo de Ricardo Teixeira à frente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Segundo o blog do jornalista Juca Kfouri no UOL, Nuzman está sofrendo pressão do COI (Comitê Olímpico Internacional) por ocupar simultaneamente a presidência do COB e a do Comitê Organizador do Rio-2016 e teria de deixar uma das duas funções. Por isso, estaria disposto a deixar o órgão que comanda o esporte olímpico nacional na eleição deste ano, que acontece no segundo semestre. A entidade, no entanto, nega o movimento.

Em quase 30 minutos de conversa por telefone com o UOL Esporte, desde Londrina [onde treina para a Olimpíada], Diogo Silva falou sobre o sonho de medalha em Londres, real em seu entusiasmo de treinamento. O atleta ainda emite posições firmes sobre engajamento racial e religião, agradece o MMA pela ajuda aos esportes de luta e descreve um recente assalto sofrido, em que resistiu à tentação de usar seu conhecimento de defesa pessoal. Confira abaixo a entrevista:

UOL Esporte: Você está classificado e chegará a Londres com 30 anos. Li que você planejou sua carreira para que este seja o auge dela. É isso mesmo?

Diogo Silva: Foi. No começo da minha carreira, o esporte não tinha nenhuma referência, nenhum investimento, nenhum ídolo. A minha geração foi pioneira nessa questão. Imaginei que em Pequim ou em Londres estaria bem melhor. Sabia que iria colher todos esses frutos. Em Londres possivelmente estaremos em uma das melhores etapas mundiais do taekwondo brasileiro.

Todos os profissionais aqui passam por um trabalho envolvendo a parte cientifica e psicológica. Estou bem maduro, mais experiente. Estou totalmente adaptado a clima de tensões, como são os Jogos Olímpicos. Usamos a psicologia para diminuir a sensação de tensão e ansiedade. Na parte cientifica, passamos por exames de laboratório para saber como o corpo evolui, como reage ao stress, à fadiga.

UOL Esporte: Você acredita ir aos Jogos com chances reais de brigar por uma medalha?

Diogo Silva: Pelo que aconteceu nos últimos três anos, ganhei o mundial universitário, o mundial militar, conquistei o bronze no pré-olímpico mundial, que é a única competição abaixo da Olimpíada, em nível. Ficar entre os três melhores durante quatro meses me dá essa percepção de ter saído de atleta de nível continental para nível mundial. Sei que posso vislumbrar uma medalha Londres. Lutei com 50% ou 60% dos lutadores que vão estar lá. Já venci alguns deles, já perdi de alguns. A diferença para a gente é mesmo de investimento e de cultura esportiva.

UOL Esporte: Você disse que não tinha referências quando começou. O que te levou então ao taekwondo?

Diogo Silva: Quando eu era criança, comecei sete anos, era fã de filmes de lutas. Os atores que mais brilhavam eram o Bruce Lee e o [Jean-Claude] Van Damme, eram as referências para eu começar a praticar arte marcial. No começo eu queria apenas aprender a chutar, não imaginava que viraria uma profissão na minha vida.

UOL Esporte: Você ficou bastante marcado pelo gesto no pódio do Pan em 2007, no Rio, chamando atenção para a causa negra. Como foram as repercussões na sua vida deste gesto? Como a direção do esporte olímpico recebeu ele?

Diogo Silva: Tive repercussões diferentes, de setores diferentes. Da população tive uma aceitação muito grande, positiva. Ela está cansada de garotos propaganda, querem uma mente pensante dentro do esporte. Já do empresariado, das pessoas que regem o esporte, não tive uma impressão positiva. Eles não querem a classe operária discutindo contra o patrão, isso nunca vai ser positivo. Teremos a organização da Copa e da Olimpíada no Brasil, nos próximos seis anos seremos o país mais visto na questão esportiva. Há dinheiro, tem investimento, mas ele não é distribuído igualmente a todas as modalidades, não chega na mão de quem tem que chegar.

UOL Esporte: Você chegou a ser repreendido de alguma forma por causa do gesto?

Diogo Silva: [Ele] dificultou bastante a minha vida. A repreensão não vem por escrito ou verbalmente, dificulta mais no investimento. Se eu preciso aprovar um projeto, não consigo. Sempre tive dificuldade, criticando sistema eu sempre vou ter. Saberia que o gesto não sairia de graça.

DIOGO E AS ARTES

Mandela & Hendrix

Mandela & Hendrix

UOL Esporte: Você é ligado à música, compõe rap. Vê a arte como uma forma de também manifestar seu lado mais politizado?
Diogo Silva:
 Tenho essa necessidade de orientar as pessoas. Música e esporte tiram as pessoas para relaxar. A música amplia a questão da informação. Com ela posso atingir mais pessoas, chegar na casa das pessoas de outra forma. Capturar elas, promover uma conscientização sobre o nosso país. Melhorar isso. Tenho uma parceria com o MC Sombra, de São Paulo. Estamos com um projeto, que vai sair no final de 2012. Se chama “Senzala High Tech“, unindo a parte cultural e tecnologia dentro de uma performance de musica, teatro e esporte.

UOL Esporte: O que você mais gosta em música? O que ouve?
Diogo Silva:
 Gosto de bastantes gêneros. Ouço Jimmi Hendrix. Aqui do Brasil, gosto deO Rappa, Cachorro Grande, Raul Seixas. Gosto também de Led Zeppelin. Tenho uma particularidade com o rap, em que o Emicida e o MC Sombra são os destaques da nova geração. Também gosto de samba, mas mais do estilo partido alto, de escola de samba.

UOL Esporte: Você costuma ler livros? Quais gêneros ou autores preferidos?
Diogo Silva:
 Leio mais o gênero política, questões políticas. Os meus favoritos são os que tratam de Nelson Mandela, tenho três livros sobre ele. Admiro a inteligência de uma pessoa que usou o esporte para fazer política.

UOL Esporte: Você está engajado na causa negra, participando de palestras pelo país. Como essa causa chegou a você, ou como você resolveu abraçar ela?

Diogo Silva: A causa negra é o meu dia a dia, é pegar ônibus. É sair de casa e ver como a gente está atrasado perto de outras nações. O que causa tanta violência é o desequilíbrio social. A gente tem o conhecimento, consegue através do esporte uma visibilidade, e passei a usar dessa ferramenta, conscientizar as pessoas que estão passando por isso.

UOL Esporte: O que você entende ser o principal conteúdo de sua bagagem olímpica, do que você já experimentou, disputando os Jogos de Atenas-2004 e ficando fora em Pequim-2008?

Diogo Silva: O que me fez ficar fora de Pequim e entrar em Londres foi a seriedade e o foco. Depois do Pan no Brasil, de tanta popularidade por causa do que aconteceu, acabei desfocando do meu objetivo, não levei o esporte tanto a sério. A gente não é artista, não dá para levar vida de noitada. Temos que acordar cedo, dormir bem, comer bem. Essa é a diferença. Foquei, concentrei no propósito de volta aos Jogos Olímpicos. Planejei e me organizei durante três anos para não gastar energias com situações desnecessárias.

  • Diogo Silva chora após perder a chance do bronze em luta nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004

    Flavio Florido/Folha Imagem

    Flavio Florido/Folha Imagem

UOL Esporte: Você tem amigos atletas, gente de outras modalidades? Conversam sobre a gestão do esporte?

Diogo Silva: De outras modalidades, nos encontramos, conversamos, falamos do ponto de vista da modalidade deles, fazemos a analogia em relação ao taekwondo. São conversas informais, não com um propósito de ação. No taekwondo, sim, abordamos a questão de propostas, de como melhorar o esporte, de inserir determinadas ações.

Encontro esses atletas uma vez por ano, eles viajam muito. Não tenho uma afinidade muito grande. Mas existem alguns que têm ideias sobre as próprias modalidades, como a Daiane dos Santos [ginástica artística], a Juliana Veloso [salto ornamental], o Emanuel do vôlei de praia. Eles têm uma visão diferenciada sobre o esporte.

UOL Esporte: Como você vê hoje a realidade administrativa do esporte brasileiro?

Diogo Silva: Nenhuma instituição deveria ser conduzida por uma única pessoa por tanto tempo, porque ela acaba colocando interesses particulares no caminho. Não podemos ter 20 anos com o Nuzman, precisamos de uma reformulação sobre isso. Mesmo nós atleta, se competimos durante muitos anos, acabamos tendo um conforto. Há essa necessidade de reformulação. O Brasil passa por isso, tem troca de presidente, por que não trocar em outras instituições? Os atletas já reclamam sobre isso. O Cielo, por exemplo, reclama sobre isso, treina nos Estados Unidos, porque não tem estrutura na natação. O Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro, as instituições mais poderosas já passaram da hora de ter essa visão, de só jogar dinheiro. Jogar R$ 1 milhão aqui, R$ 1 milhão ali não funciona mais.

UOL Esporte: Você vem discutindo a questão do Nuzman no comando do COB dentro do universo de atletas?

Diogo Silva: Sobre a questão do Nuzman, a gente vem discutindo mais com jornalistas esportivos, com atletas de mais senso crítico. O [jornalista] Juca Kfouri vem colocando sua ideia sobre isso. A ESPN Brasil veiculou uma reportagem de aspectos das últimas eleições no COB. A discussão é geral. Se no futebol tem jogador se manifestando, pedindo a saída do Ricardo Teixeira, já estão se manifestando também no esporte olímpico.

ASSALTO SEM REAÇÃO VIOLENTA

UOL Esporte: Você passou por um incidente desagradável no começo deste ano, em um assalto em Londrina. Como foi isso?
Diogo Silva:
 Fui estacionar o carro, eram umas 11h da noite. Estava na porta da casa onde eu moro aqui em Londrina. Dois homens correram na minha direção, eu estava com a minha namorada, tentei amenizar. Entreguei o carro, mas 30 minutos depois ele foi encontrado. Fiquei sem carteira, sem documentos, sem cartões.

UOL Esporte: Numa ocasião como esta, chega a pensar em usar seu conhecimento de defesa pessoal? Chega a lembrar que é um atleta de lutas?
Diogo Silva:
 A gente tem noção do que a gente pode, do que não pode, um equilíbrio muito grande sobre isso. A pessoa estava armada, qualquer movimento brusco meu ela iria acabar disparando. Minha única intenção era que a pessoa ficasse calma, mostrar para ela que ela estava no controle. Tive a percepção de que poderia desarmá-lo. Poderia ter apagado o cara na hora. Mas é um risco, não vale a pena correr ele.

UOL Esporte: Você tem formação acadêmica?

Diogo Silva: Faltam dois semestres para eu concluir o curso de educação física. Não consegui concluir em razão de muitas competições, de muitas viagens nos últimos anos. Estou trancado há dois anos. Pretendo encerrar em 2013 e depois começar o curso de gestão esportiva, que são mais dois anos.

UOL Esporte: Você é de São Sebastião e foi criado por mãe solteira. Li que ela é ligada à umbanda. Você tem algum tipo de relação com alguma religião?

Diogo Silva: Sim, tenho. A religião dá equilíbrio às pessoas, oferece uma visão diferenciada. Eu escolhi uma religião que sofre muito preconceito, mas que está aberta a todas as outras, que tem a missão de tentar promover união e paz. Existem outras que estão na época da inquisição, mas a que eu escolhi é mais flexível. É o espiritismo.

UOL Esporte: Você gosta de MMA? Acha que a recente popularização da modalidade no país pode ajudar o universo dos esportes de lutas?

Diogo Silva: Assisto, acompanho desde a época do Pride. Na verdade comecei pelo K-1, que era algo próximo da minha modalidade. Não gostava muito do Pride, achava violento demais, com os lutadores saindo ensanguentados. Mas depois que o esporte foi reformulado com o UFC, passei a acompanhar mais. Existem mais brasileiros em destaque, gosto de ver brasileiro se se dando bem. A geração do Anderson Silva, do Minotauro, do Vanderlei Silva abriu as portas para essa geração mais nova, com o Lyoto Machida, o José Aldo. É uma coisa profissional, é feita para o atleta. A gente nunca vê eles se envolvendo em confusão, em briga. O esporte passa hoje em rede nacional. No UFC Rio, a gente via que cada nocaute era comemorado como se fosse um gol da seleção brasileira, nunca tinha visto uma manifestação tão grande em questão de lutas. Antes existiam os pitboys, as lutas eram marginalizadas. Levei vários “nãos”, as pessoas não queriam lutas em suas academias, as empresas não queriam contratar lutadores. Agora é uma outra realidade para o esporte. Acho que as modalidades olímpicas podem se aproveitar disso.

Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br

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O Tkdlivre sai do Jogo Político de cabeça erguida.

Prezado leitor, nos desculpem, mas é hora de parar!

 

Senhores dirigentes, cartolas e pretendentes a cargos administrativos no taekwondo brasileiro, guardem suas armas, baixem seus escudos, poupem-se dos “Ctrl C”, “Ctrl V” e “Print screen”. Esta é a última publicação de Editoriais e da Seção Tiro Livre: duas de nossas seções atualizadas semanalmente. Ambas, as de maior contundência e relevância no trato dos problemas, soluções e mazelas do Taekwondo nacional.

A partir de hoje, o Tkdlivre se afasta em definitivo do jogo político. Poupem seu tempo.

Em respeito aos leitores, parceiros, colaboradores, pesquisadores entre tantos, este Site ficará disponível a comunidade taekwondista até 10 de Outubro, quando sairemos do ar por um período ainda indeterminado.

Se a nossa contribuição não serve para o debate político, ou num olhar diferente no taekwondo deste país, e até para estimular uma nova perspectiva no trato desta modalidade, tudo perde o sentido. Seria burrice ficarmos alimentando “provas” contra nós mesmos para possíveis represálias jurídicas.

Poupem-se e poupem a justiça; ela tem demandas mais relevantes do que ficar blindando dirigentes que não assumem plenamente sua missão, sua responsabilidade, os quais não estão dispostos a arcar com o ônus de serem criticados ou questionados enquanto mandatários no comando de organizações de interesses coletivos.

Sob o Regime do medo não dá!!!

E para os antecessores, YMKim e JRKim, entre outros que pegamos no pé ao longo da jornada, nosso respeito, pois sempre aceitaram nossas críticas de forma democrática. Foram anos de trabalho e intensa contribuição com o taekwondo brasileiro. Foi tempo suficiente para admitirmos que a luta parece inglória, para não dizer quixotesca.

Durante muito tempo criticamos duramente a Gestão YMKim, seus erros, vícios e inércia. De alguma forma, contribuímos para a oxigenação do poder. Depois veio a Gestão JRKim, que, além de caquética, reproduzia os mesmos erros e vícios da anterior. De forma muito conturbada e precipitada veio um novo momento: a gestão Carlos Fernandes. Esta, até o momento, não apresentou nenhuma mudança significante, a não ser a do aumento dos recursos públicos, o que, independentemente de quem viesse a ocupar o cargo, viria de qualquer maneira, fosse quem fosse o dirigente da hora. Os erros e vícios se repetem, sobretudo no aspecto da duplicidade de cargos. E para piorar com um viés autoritário assustador.

Teríamos fôlego para ir mais longe? Sim! Alguns parceiros já começam a sentir nosso drama e até a se prontificar na divisão do ônus deste conflito. Sim, entendemos e agradecemos. Mas o que viria depois?

Temos que reconhecer nossas limitações e admitir que não dá mais para levar este projeto à frente. Se as coisas já eram difíceis, com a entrada deste novo gestor frente à confederação que administra o taekwondo brasileiro, permanecer no embate já beira o inconcebível. Por ironia do destino, no entanto, foi o primeiro dirigente que o Tkdlivre se empenhou, acreditando que havia nele alguma ESPERANÇA. Era a última cartada à crença de que as coisas poderiam tomar outros rumos. Erramos e erramos feio.

Muita coisa é suportável: a dor, a tristeza e até mesmo a fome. Mas, a insensatez dos truculentos é inadmissível. Viver sob o regime do medo é algo intolerável. Ocorre que não dá mais.

A nossa perspectiva nunca foi bem vista pelos nossos ilustres dirigentes que se aventuram na gestão de entidades, para gerir interesses de um coletivo de milhares de pessoas, entre os sonhos dos mais jovens, a ansiedade da juventude, o sonho olímpico e a crença de elevar o Brasil a um patamar esportivo mais respeitável. Todavia, não toleram ser vigiados ou criticados, mesmo fazendo bobagens. Mesmo que mantidos por verbas públicas.

Não percebem que ao aceitarem comandar entidades de convivência política, as regras deveriam ser diferentes às da vida pessoal privada. Não querem debater, tampouco se expor. Melindram-se por qualquer crítica. Até sugestões os incomodam e os ofendem. Querem mandar, querem subserviência, querem poder, ou seja, querem o bônus do poder, mas não toleram o ônus dos questionamentos, dos equívocos, erros e enganos. Assim, para não serem criticados, acabam sempre e, inevitavelmente, ameaçando, insinuando ou correndo para as barras da justiça, no intuito de se esconderem do debate.

Mais grave ainda é que para tais aventuras jurídicas usam os recursos públicos, enquanto nós mortais não ganhamos nada, a não ser a certeza da missão que é a de acompanhar, vigiar e fiscalizar os atos dos gestores frente às entidades de papel relevante na sociedade, além, é claro, de muitos aborrecimentos e cara feia.

Ironicamente assumimos de alguma forma o papel que caberia às federações. Mas a desgraça não é pequena, pois boa parte delas se veem cooptadas, subservientes e por conseqüência, com sua independência administrativa e política comprometidas. Alguns dirigentes regionais acabam por vezes virando parceiros das benesses do poder. Quando fogem à regra, se encontram apreensivos e amedrontados.

Infelizmente, a justiça fria, muda, surda e cega se torna indiferente às dores de quem sofre por ver seu trabalho e perspectivas nas mãos de gente insensata. Esta, onde era para ser guarita de defesas legítimas, acaba virando rota de fuga e de blindagem de gente que não quer se aborrecer e que não assume na plenitude suas obrigações. Ademais, uma briga jurídica implica despesas e aborrecimentos a quem não tem uma estrutura jurídica tão poderosa à disposição. Muito menos recursos públicos para isto. Portanto, poupem estes recursos e façam melhor uso deles, quem sabe contratando uma boa assessoria de comunicação ou de imprensa. Com certeza,  uma melhor contribuição.

Além do mais, ações judiciais não garantem nada. Quem o fez, vê sua entidade e estado definhar. Pois, respeito e credibilidade não se conquistam desta forma, mas sim com postura, fibra e atitudes que vão ao encontro dos interesses do coletivo a que se propuseram gerenciar.

O espaço agora fica em aberto. Encerram-se então por aqui os trabalhos do veiculo de comunicação que foi o maior formador de opinião do taekwondo brasileiro nos últimos anos e que crescia assustadoramente em acessos e credibilidade. Mas confessamos: temos limites.

A luta agora fica para outros que tenham mais energia e inteligência para a batalha ou, quem sabe, a uma militância política a ser orquestrada de forma mais bem elaborada dentro das mídias sociais.

Tkdlivre sai do Jogo Político de cabeça erguida. Enganam-se os que acham que há vencedores. Na verdade, perdemos todos. O taekwondo brasileiro, a partir de agora, fica mais pobre. Não temos dúvida.

Mas não nos iludamos; os problemas continuam os mesmos, as demandas que vem pela frente não mudam, pior, nos trazem perspectivas sombrias. Agora, de longe, vamos assistir de camarote os tropeços de gente despreparada na seara administrativa desportiva. Chega de prestar consultoria em troca de cara feia dos arrogantes, insanos e insensatos.

Não somos vítimas, éramos parte de um sistema que agora avança para caminhos perigosos.

A verdadeira oposição terá de sair da toca e os indignados terão de se manifestar.

Enquanto isso, à margem deste processo, preparamos para um futuro próximo todo o material publicado ao longo desses anos. Um novo projeto entra em curso: a publicação de um livro com todos os editoriais ao longo do período. Serão mais de 600 páginas traçando a história política do taekwondo brasileiro.

Até a próxima.

Fonte: Ediatorial
Site: Tkdlivre.com

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XIII Copa Thokio-nim, sucesso novamente.

Realizada neste ultimo final de semana, dia 28, a XIII Copa Thokio Nim, nas dependência da Vila Olimpica de Cachoeira de Macacu, RJ.

Organizada pelo Mestre Alceli Velozo e Mestre Evandro Cesar, mais uma vez comprovado que organização, comprometimento, seriedade e acima de tudo respeito ao publico (praticante ou não de taekwondo), são elementos indispensáveis para se realizar um evento de excelênte nivel.

No ano passado a competição foi realizada com 3 ringues, 12 árbitros e um recorde de lutas por ringue no estado do Rio de Janeiro. Participaram cerca de 350 atletas, 210 disputando kiorugui, 110 lutas para cada ringues e 14o atletas disputando poomse.

Este ano, o evento obter novamente recorde de público e atletas, num total de 470 atletas e 280 lutas divididos em 4 ringues, coordenado pelos arbitros Mestre Jorge Vital e Prof. Fernando Uchôa. Especial atenção para os melhores:

Equipe Campeãs:

  • ACB
  • Thokio-Nim
  • Assoc. Tanguá de Taekowndo

Melhores Técnicos

  • Abezair Class (ACB)
  • Manuel Pontual (TKDRIO)
  • Jorge Antônio (SSVP)
  • George (Assoc. TANGUÁ)

Melhor Técinca

  • Claudinho (THOKIO-NIM)
  • Nelson Kern (TKDRIO)

O evento contou com a presença do secretário de esporte do município, quem ao longo deste 13 anos vem apoiando os eventos realizado pelo mestre Alceli.

Organização do início ao fim, clima fraternal entre os participantes, e o principal sem reclamação.

Parabéns ao Mestre Alceli e Mestre Evandro e a todos que participam e contribuiram para o bom andamento da competição.

Já podemos esperar pelo o próximo evento, a 7º edição do Meeting TKD & Cia de Taekwondo, organizada pelo Mestre Evandro Cesar, que será no dia 1º  de Outubro, na AABB da Lagoa, Av. Borges de Medeiros 829 – Lagoa / RJ,  ginágio com capacidade de 900 pessoas.

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Nocaute do ano. Brazuca Neles – parte 2.

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Brazuca neles..

Comentário: Mestre Marcus Rezende
SporTV 

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Flu é o primeiro grande clube do Rio a oferecer escolinha de taekwondo.

Em agosto, o Fluminense terá mais uma novidade em seu quadro de escolinhas. Com uma madrinha campeoníssima, o clube, em parceria com a RBSport Mix, dará início as aulas de taekwondo. Natália Falavigna e o professor José Paulo acertaram os últimos detalhes da novidade com o coordenador de judô e ginástica, Ricardo Batista, e aproveitaram para dar uma conferida nas instalações nas Laranjeiras. O Fluminense é o primeiro grande clube carioca a ter a modalidade, já investindo para a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

Ricardo Batista - Natália Falavigna - José Paulo

Ricardo Batista - Natália Falavigna - José Paulo

Animado com a proximidade do início da atividade, o técnico José Paulo, que pratica a modalidade desde 1992 e foi campeão carioca em nove oportunidades, falou sobre a novidade. “Nossa expectativa é a melhor possível. Temos um grande clube, em uma grande cidade, com uma grande madrinha. No médio e no longo prazo já poderemos formar praticantes e atletas de futuro”, disse José Paulo, que ainda contou:

“Procuramos enfatizar bem a formação da pessoa em si e ter isso como base. O caráter, a cortesia, a integridade, a perseverança nos seus objetivos e, assim, mostrar o caminho para que ela os obtenha. A partir dessas diretrizes, iremos estruturar o taekwondo e ensinar a parte técnica. Vamos formar essas pessoas pelo caminho do taekwondo”, revelou.

Já Natália Falavigna, medalhista olímpica, destacou o crescimento da modalidade. “Fico muito contente com tudo que o vem acontecendo, é um sinal de que esse esporte está crescendo. Essa evolução deve acontecer com prudência e responsabilidade, ensinando além de uma arte marcial, já que o taekwondo é um esporte educacional. Conseguimos construir um caráter e, além disso, o modo como uma criança irá se socializar com o mundo e torná-lo melhor”, lembrou a madrinha da escolinha.

“O Fluminense é um grande clube e tenho plena confiança no trabalho que vamos fazer. O José Paulo é muito competente, então sei que daqui a algum tempo formaremos grandes cidadãos e quem sabe um ou outro atleta olímpico. Nosso primeiro foco sem dúvida é a formação do caráter e, aí sim, formar grandes nomes”, completou Natália Falavigna.

O taekwondo é uma arte coreana com tradição milenar e foi incorporado nos Jogos Olímpicos na edição de Sydney, em 2000. Taekwondo significa o caminho dos pés e das mãos.

Confira os primeiros horários da escolinha de taekwondo:

Segunda e quarta:

Manhã:

8h30 às 9h30 – livre (juvenis e adultos)

9h30 às 10h30 – infantil (a partir de 7 anos)

Tarde:

15h30 às 16h30 – livre (juvenis e adultos)

Autor: Livia Andrade (Assessoria de Imprensa FFC)
Fonte: http://www.fluminense.com.br

 

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Diogo Nele!! – Jogos Mundiais Militares Rio 2011

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Clínica de Poomsae com um dos melhores do Brasil.

Nopróximo dia 10 de julho, às 9h, o mestre Renato Ribeiro, 6° Dan, estará ministrando uma clínica de poomsae no SESC Tijuca. Excelente oportunidade para professores, mestres e praticantes em geral se atualizarem.

Mestre Renato Ribeiro

Mestre Renato Ribeiro

O mestre, que ensina taekwondo em Botafogo, na academia Kim, é sem dúvida um dos melhores conhecedores das técnicas das formas de poomsae do Brasil.

Taxa de inscrição: R$ 70,00.

A mesma clínica estará ocorrendo também em Volta Redonda neste Domingo, dia 03 de Julho.

Mestre Renato Ribeiro

Mestre Renato Ribeiro

Renato embarca no final do mês para a Rússia onde vai disputar o Campeonato Mundial de Poomsae, que ocorre nos dias 29 e 30 de Julho.

INFORMAÇÕES SOBRE A CLÍNICA:

2539-9798 / 9156-7104

Endereço do SESC Tijuca: Rua Barão de Mesquita, 539.

Fonte: Tkdolimpic

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Seleção Brasileira Militar de Taekwondo treina na altitude por três semanas.

Parte da equipe de taekwondo que vai defender a bandeira brasileira nos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM iniciou no dia 27 de maio, na cidade de San Luis Potosí, México, um período de três semanas de treinos, visando a competição que vai acontecer de 16 a 24 de julho, no Rio de Janeiro. Dos 16 atletas militares brasileiros que disputarão os Jogos da Paz, 13 estão na cidade mexicana, onde ficarão até o dia 19 de junho.

medalha de bronze no Mundial Militar de 2010, a MN Hellorayne Paiva está com a equipe brasileira no México.

 Garanta seu ingresso para os 5º Jogos Mundiais Militares

 A equipe está treinando diariamente com os técnicos Enoir Santos e Vander Valverde e o preparador físico Ten Kim no Centro Internacional de Treinamento de Altitude de La Loma. No último fim de semana, os brasileiros tiveram contato com atletas de ponta do México e da República Dominicana. Para o diretor técnico da equipe de taekwondo das Forças Armadas, Cap Pedro Ivo, este período será muito importante.

 ”O período é extremamente favorável, pois serão de cinco a seis semanas colhendo os benefícios do aumento de hemácias antes da competição alvo”, explicou. “Além disso, em La Loma, estarão presentes atletas de alto rendimento sendo preparados para a Seletiva Olímpica Mundial pelo técnico mexicano Ireno Fargas, um dos mais renomados profissionais do continente americano”.

 Entre os atletas que estão treinando em La Loma destacam-se a MN Fernanda Mattos (até 49kg, campeã sul-americana 2010 e 5ª colocada no último mundial), MN Aparecida Santana (até 62kg, atual campeã mundial militar), Sgt Raphaela Galacho (até 67kg, classificada para os Jogos Pan-americanos de 2011) e MN Douglas Marcelino (até 87kg, campeão sul-americano e bronze no último mundial militar)

 Antes de disputar os 5º jogos Mundiais Militares, a Sgt Raphaela Galacho buscará a vaga para os Jogos de Londres 2012 entre os dias 30 de junho e 3 de julho, no torneio Pré-olímpico de Baku, no Azerbaijão. Os outros três atletas brasileiros que vão disputar a competição são militares – Sgt Márcio Wenceslau, MN Diogo Silva e MN Kátia Arakaki –, mas não estão treinando no México.

 Fonte:rio2011.mil

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Petrobras promove encontro de avaliação do programa Petrobras Esporte & Cidadania.

Será realizado nesta sexta-feira (3/6), a partir das 15h30, no Guanabara Palace Hotel, Rio de Janeiro, o encontro de avaliação e planejamento do segmento de Esporte de Rendimento do Programa Petrobras Esporte & Cidadania.
Estarão presentes no evento o gerente de Patrocínios Esportivos da Petrobras, Claudio Thompson; o coordenador do Ministério do Esporte, Newton Koji Uchida; a diretora do Instituto Passe de Mágica, Maria Paula Gonçalves (Magic Paula); e representantes das confederações de boxe, taekwondo, remo, esgrima e levantamento de peso.
Também participarão do encontro os atletas Natália Falavigna (taekwondo), Roseli Feitosa (boxe), Jaqueline Ferreira (levantamento de peso), João Hildebrando Júnior (remo); e Karina Lakerbai (esgrima).
É a primeira vez que uma empresa patrocinadora promove um encontro dessa natureza, com o objetivo de ouvir sugestões e incluir todos os envolvidos no programa no planejamento para os próximos anos.

O programa Petrobras Esporte & Cidadania é a mais abrangente iniciativa de apoio ao esporte do país. Até 2014, serão destinados cerca de R$ 265 milhões, por meio de investimento direto e da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, a quatro diferentes segmentos: Esporte de Rendimento, Esporte Educacional, Esporte de Participação e Memória do Esporte.

O investimento no Esporte de Rendimento será de aproximadamente R$ 80 milhões até 2014 e tem como principal objetivo contribuir para o desenvolvimento do esporte nacional por meio do apoio às cinco modalidades olímpicas citadas.

Evento: Encontro de Avaliação e Planejamento do Programa Petrobras Esporte & Cidadania
Data: 3 de junho de 2011
Horário: 15h30
Local: Guanabara Palace Hotel (Av. Presidente Vargas, 392, Centro, Rio de Janeiro)
Fonte:segs.com.br
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Taekwondo de MT: atletas vão para o Pan 2011

Dois atletas de mato-grossenses conquistaram vaga na Seleção Brasileira de Taekwondo em Minas Gerais, neste final de semana. Carlos Flávio Gama e Lírio Júnior atuaram com êxito e determinação, deixando para trás vários atletas de outros estados.

Trata-se de uma conquista inédita e que veio para inserir definitivamente Mato Grosso no cenário mundial do Taekwondo. Lírio e Flávio vão treinar na Seleção Brasileira para disputar o Pan-americano nos Estados Unidos em setembro de 2011.

Parabéns aos atletas que se dedicaram tanto para essa conquista inédita em Mato Grosso. Quero agradecer muito a todos que apostaram nesses atletas merecedores. Agora rumo ao Pan 2011 nos Estados Unidos”, comemora o mestre Erozé Viliagra, diretor técnico da Federação de Taekwondo de Mato Grosso.

Os dois atletas são alunos do Colégio Isaac Newton (CIN), de Cuiabá, onde são treinados pelo mestre Viliagra. “Somos recordistas em títulos e isso é o resultado do investimento que a instituição faz no esporte por valorizar a vida. A ascensão da modalidade Taekwondo é, para nós, fruto desse compromisso com o esporte, da responsabilidade de nossa equipe e da dedicação de nossos atletas, observa Márcio Sobhie diretor da Academia de Esportes do CIN.

fonte:24HorasNews

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Sem patrocínio, atletas do taekwondo vão às ruas pedir apoio para competir.

Campeões do Brazil Games se inspiram em universitários e, uniformizados, pedem dinheiro em semáforos para financiar viagem à competição.

Ver jovens com corpos pintados pedindo dinheiro nos semáforos é cena comum nos arredores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Muitos estudantes passam por este trote em seus primeiros períodos na faculdade, com o intuito de recolher fundos para as festas de confraternização dos alunos. A falta de patrocínio fez um grupo de jovens promessas do taekwondo adotar o mesmo expediente, mas com objetivo mais nobre: financiar a viagem da equipe para o Brazil Games, maior competição de faixas coloridas da modalidade na América Latina.

TKD - SOS

TKD - SOS

A ideia partiu de Marcos Vinícius, faixa verde com ponta azul de 16 anos, ao sair da escola e ver o trote universitário. O lutador da categoria até 68kg repassou seu plano aos companheiros de equipe da Associação Atlética Vila Isabel, que aderiram de imediato. A turma de 10 atletas, com idades entre 12 e 19 anos, se reúne todas as sextas-feiras – único dia da semana em que não treinam taekwondo – para pedir apoio pelas ruas do bairro. O time vai à batalha uniformizado, trajando quimonos e luvas, com incontáveis medalhas no peito e cartazes escritos “Atletas Sem Patrocínio” e “TKD SOS”.

Entre as jovens promessas, estão Carlos Roberto Junior, de 19 anos, e Leonardo Moreno, de 14 anos, ambos bicampeões do Brazil Games, e Érica Santos, de 16 anos, campeã do torneio no ano passado, entre outros medalhistas. Apesar dos resultados expressivos, o grupo é praticamente bancado pelo treinador Uirá Freitas, que acolheu alunos de projetos gratuitos no Salgueiro e Tijuca como bolsistas na Associação Atlética. O técnico já contou com apoios pontuais, geralmente de empresas de pais de alunos, mas na maioria das vezes tira do próprio bolso para levar os lutadores às competições.

TKD - SOS. Vila Isabel

TKD - SOS. Vila Isabel

- Já deixei de comer um dia inteiro numa competição porque um dos meus alunos não tinha alimentação – conta Freitas, que explica o porque da dificuldade para conseguir patrocínio: – A primeira coisa que perguntam quando falamos de taekwondo é, “O que você faz?” O site da federação carioca não divulga os resultados e a CBTKD dá uma notinha sobre o Brazil Games, mas só dos faixas pretas. A maioria dos treinadores dá faixa preta com poucos anos de experiência, mas eu acredito que o taekwondo é uma arte marcial que precisa ser perpetuada. Se todos pensassem assim, teríamos atletas chegando à faixa preta só com 18 anos, mais preparados.

Para levar um grupo de 10 lutadores a São Paulo, onde acontece o Brazil Games entre 29 e 31 de julho, serão necessários R$ 1.400. Em três sextas de atividade em Vila Isabel, os alunos já recolheram cerca de R$ 200. Apesar de alguns olhares desconfiados e provocações de motoristas, os lutadores garantem que vêm sendo bem recebidos.

- Tem que chegar brincando, com bom humor, que eles recebem bem – diz Carlos Roberto Junior, bicampeão do Brazil Games na categoria até 54kg, de faixa azul ponta vermelha a ponta preta.

O mais extrovertido é Marcos Vinícius, que tem diversas técnicas para convencer os transeuntes a doar alguns trocados.

- Tem que elogiar primeiro as moças – explica o garoto de 16 anos, antes de interromper a entrevista para ir falar com as moças: – Boa tarde, princesa! Sou atleta sem patrocínio…

O treinador jura que não se envolve na arrecadação, iniciativa dos próprios alunos, mas deixa seu telefone à disposição para ligações a cobrar em caso de qualquer dificuldade que a turma enfrente. Mesmo que a brincadeira não traga o montante necessário, Freitas vai completar a verba para a viagem. Para ele, o mais importante é ver a união de seus atletas.

- Alguns deles não precisavam estar aqui, têm dinheiro, o pai ajuda. Mas eles estão juntos, gostam de ajudar uns aos outros, e isso só desenvolve a união da equipe – comenta o técnico.

Por: Adriano Albuquerque
Fonte: Globo.com 

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Convidados do Corujão do Esporte encaram desafio de Taekwondo

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Natália Falavigna assina com o Fluminense até 2012.

Natália Falavigna até 2012

Natália Falavigna até 2012

Principal nome do taekwondo brasileiro feminino, Natália Falavigna assinou contrato com o Fluminense nesta quarta-feira. A medalhista olímpica e pan-americana se recupera de uma lesão no joelho, mas ficará vinculada ao clube até a próxima edição dos Jogos Olímpicos, de Londres 2012.

Natural de Maringá, Natália passará a viver no Rio de Janeiro e iniciará os treinamentos assim que recuperar completamente o joelho direito, em algumas semanas, e afirmou projetar seu retorno às competições dentro de cerca de dois meses.

“Venho me recuperando bem, já comecei a fazer um trabalho de força, então provavelmente daqui há algumas semanas já devo ser liberada para treinamentos. Pretendo estar bem e voltar a competir em julho e isso é um desafio muito grande, estou batalhando nisso. Continuo com a mesma intensidade desde o primeiro dia de cirurgia”, afirmou  a atleta.

Junto à contratação de Natália, o Flu anunciou planos de construção de uma escola de taekwondo. A atleta que foi bronze em Pequim 2008 afirmou estar ansiosa para ver o projeto do tricolor carioca sendo posto em prática.

“Estou super contente com isso, é um trabalho que eu acredito que vá dar muitos frutos, principalmente voltado nesta iniciação esportiva mesmo e no projeto de desenvolver atletas para que até mesmo depois de 2016 a gente possa ter potencial de resultados. O taekwondo é uma modalidade que tem crescido muito, então acho importante”, elogiou.

Natália mostrou sua preocupação social como atleta e com o futuro do esporte no Brasil. Ela quer ajudar a formação de novos lutadores, e vê uma boa oportunidade de se tornar referência no meio do taekwondo.

“Quero começar a trabalhar em prol disso. Isso é o que eu posso deixar, possivelmente o meu legado. Isso é o que eu posso retribuir ao taekwondo, que me deu tantas oportunidades e vem sendo fundamental na realização dos meus sonhos. Quem sabe com isso eu não possa fazer a diferença na vida de um ou outro atleta que surja no futuro”, projetou.

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Wenceslau é ouro no US Open.

“Foi um evento muito forte, haviam diversos atletas olímpicos, campeões mundiais entre outros. Esse resultado é de suma importância para mim, primeiro porque somei 20 pontos no ranking mundial, e isso fará que eu saia da sexta posição e siga para a segunda ou terceira. Desta forma, as minhas chances de classificação para os Jogos Pan Americanos e Olímpicos aumentam demais”, contou Wenceslau, que é terceiro sargento e disputará os Jogos Militares do Rio de Janeiro este ano.

Márcio Wenceslau - Ouro no U.S. Open

Márcio Wenceslau - Ouro no U.S. Open

O brasileiro realizou quatro lutas, a primeira com o México, em um confronto vencido por 7 x 5. Na sequência veio a Antilhas Holandesas, com o atual campeão pan americano. “Em relação ao placar foi tranquilo, mas travamos uma luta muito dura, finalizando em 7 x 4 para mim. Fechei com chute na cabeça, onde abri três pontos de vantagem”, descreveu.

A terceira luta foi novamente contra o México, e desta vez, teve prorrogação. A final foi decidida com a França, em um duelo equilibrado até o primeiro round.

Douglas Marcelino (até 87 kg) deixou a disputa nas quartas de final, em uma luta bastante suada com Marrocos. Já Marcel Wenceslau (até 63 kg), perdeu no primeiro confronto, contra Israel, por apenas dois pontos de diferença.

Fonte: UOL Esporte

A final foi decidida com a França, em um duelo bastante equilibrado até o primeiro round.

“No segundo round, acertei um chute na cabeça dele, e abri o resultado, e depois fiz mais dois pontos de soco, algo que é extremamente difícil de fazer. No terceiro tempo, acertei outro chute na cabeça, mas que infelizmente, não computaram, fechando em 7 x 4 para mim”, detalhou Wenceslau, que ressaltou ter atingido seu maior objetivo na competição.

Abri a temporada com chave de ouro. Agradeço a Petrobras, ao Exército Brasileiro, a Academia Companhia Atlética e ao Comitê Olímpico Brasileiro pelo apoio e confiança“, encerrou orgulhoso o atleta.

Fonte: FinalSports

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